Docentes da ESAN são contemplados no Edital Humanidades da Fundect
A Fundect lançou a Chamada SEMADESC/Fundect 50/2024 – Humanidades MS 2024 com o objetivo principal de apoiar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação nas áreas de Humanidades, incluindo as Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Linguística, Letras e Artes, que demonstrem efetivos impactos sociais, políticos, econômicos, artísticos, ambientais e/ou culturais no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul.
A chamada contribuiu para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (n°s 1, 4, 5, 8, 10, 11, 13, 15, 16, 17), bem como atendeu, de forma indireta, aos Objetivos Estratégicos do Plano Plurianual 2024-2027 do governo de Mato Grosso do Sul (objetivos n° 01, 06, 07, 08, 10, 11, 12, 20, 21, 23 e 25).
O edital está atrasado em sua operacionalização.
O resultado final foi divulgado somente em 13/05/2025 – propostas aprovadas (DOE-MS 11.826).
O Diretor da ESAN, professor Claudio Cesar da Silva, ressaltou que “as conquistas da Unidade demonstram a relevância de nosso trabalho
e o impacto que nossas pesquisas podem gerar nos âmbitos social, político, econômico, artístico, ambiental e cultural do Estado de Mato Grosso do Sul.”
“Parabenizo nossos professores pela dedicação e excelência, e reforço que a ESAN continuará apoiando iniciativas que promovam o desenvolvimento científico e a transformação da sociedade. Este resultado é motivo de orgulho para todos nós e fortalece ainda mais a presença da ESAN como referência acadêmica e social”, falou professor Claudio.
A ESAN teve quatro docentes selecionados. Confira.
Representando o curso de Administração
Para professor Geraldino Carneiro de Araújo, “os problemas regionais precisam de respostas produzidas localmente, com pesquisas sobre desenvolvimento regional feitas considerando as especificidades do Pantanal, do Cerrado e/ou das comunidades locais. A chamada incentivou pesquisadores de Mato Grosso do Sul a produzirem conhecimento aplicado ao território, além de estimular artigos científicos, formação de pesquisadores e produtos técnicos voltados à sociedade.”
Professora Caroline Pauletto Spanhol, por sua vez, analisou que “os impactos no contexto deste edital, em Mato Grosso do Sul, são o fortalecimento de uma cultura de sustentabilidade e responsabilidade ambiental. O impacto social mais relevante é a modernização do ensino superior, proporcionando aos estudantes ferramentas digitais que facilitam a compreensão de temas complexos.”
Representando o curso de Turismo
O docente Izac de Oliveira Belino Bonfim, acredita que “a chamada é um feito estratégico para a descentralização. Ao investir em projetos que olham para municípios do interior, a exemplo de Alcinópolis e Rio Verde, o edital ajuda a reduzir possíveis abismos entre os grandes polos e as cidades que possuem enorme potencial, mas infraestrutura limitada.”
A professora Luciana Correa Diettrich, disse que seu projeto se”trata de um Laboratório Vivo na periferia da Região do Anhanduizinho/Campo Grande (MS), na Cocriarão de soluções inovadoras para políticas públicas de Desenvolvimento Territorial Sustentável.”
Áreas de pesquisa
As propostas de projetos submetidas inseriram uma das seguintes áreas prioritárias de pesquisa, de acordo com a Resolução SEMAGRO/MS n. 743/2021: Agronegócio; Bioeconomia; Biotecnologia; Cidades Inteligentes, Energias Renováveis; Biodiversidade; Saúde Animal; Saúde Humana; Tecnologias Sociais e Assistivas.
Professora Caroline Pauletto Spanhol explanou que seu “projeto dialoga com o agronegócio e a bioeconomia ao aplicar o macromarketing
para estudar as cadeias produtivas locais, ajudando a planejar mercados que sejam economicamente viáveis e ambientalmente sustentáveis.”
Culturalmente, complementou, “o projeto visa transformar a percepção do marketing: deixando de ser visto apenas como ferramenta de vendas para ser compreendido como um mecanismo de bem-estar social e desenvolvimento regional.”
Professor Izac Bonfim disse que em seu projeto, as áreas conversam “pelo turismo arqueológico e segmentos adjacentes que surgem como uma alternativa sustentável para áreas onde o uso da terra pode ser voltado à preservação e ao lazer. Com a bioeconomia, se conecta ao incentivar o empreendedorismo local baseado em recursos naturais e culturais preservados. Já no campo das cidades inteligentes, o principal diálogo está na compreensão da percepção e representação social da comunidade.”
Professor Geraldino Carneiro de Araújo anunciou que seu projeto se conecta de modo “muito forte, com o agronegócio, porque analisa cadeias produtivas do mel e formas de agregar valor e com a bioeconomia, porque trabalha com uso sustentável da biodiversidade e geração de renda baseada em recursos naturais. Não citamos cidades inteligentes no projeto.”
Segundo a docente Luciana Correa Diettrich, o projeto reconhece que “entre o conjunto de desafios de natureza econômica, social e ambiental, estabelecidos na Agenda 2030, aparece o Objetivo 11 de tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis, incluindo relações econômicas, sociais e ambientais sustentáveis entre áreas urbanas, periurbanas e rurais.”
Seguem os Projetos:
| Projeto | Coordenador | Valor aprovado | Foco |
| Bioeconomia do Mel, Associações e Cooperativas e Redução das Desigualdades: as potencialidades a partir dos Selos de Identidade e Identificação e do Turismo de Base Comunitária (TBC) | Geraldino Carneiro de Araújo UFMS | R$ 90.000,00 | O estudo investiga duas frentes principais: os selos de identidade e identificação e o potencial do Turismo de Base Comunitária (TBC) como estratégia complementar de geração de renda. Além disso, o projeto atuará com pequenos produtores de mel associados/cooperados que muitas vezes têm dificuldade de acessar mercados mais valorizados. |
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Promovendo Sustentabilidade e Inovação nas Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul por meio do Macromarketing |
Caroline Pauletto Spanhol | R$ 80.000,00 | Desenvolver um aplicativo educacional que auxilie na formação de profissionais capazes de analisar os impactos sistêmicos do mercado na sociedade e no meio ambiente. O projeto conta com a eação de professores da FACOM/UFMS e da UFGD, e, também, da pós-doutoranda em Administração (PPGAD), Marilza Trindade. |
| Percepção e Representações da Comunidade na Trilha Rupestre UFMS | Izac de Oliveira Belino Bonfim | R$ 45.000,00 | Entender qual é a percepção e a representação dos moradores de Alcinópolis e Rio Verde de Mato Grosso sobre o patrimônio arqueológico, geológico e natural ao seu redor. |
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Laboratório Vivo na periferia da Região do Anhanduizinho/Campo Grande/MS na Cocriação de soluções inovadoras para políticas públicas de Desenvolvimento Territorial Sustentável |
Participação da professora Luciana Diettrich (ESAN/UFMS) – Cleonice Alexandre Le Bourlegat (UCDB) | R$ 80.000,00 | Pesquisar e colocar em prática um modelo de Laboratório Vivo associado a uma Plataforma de Engajamento dos afetados e parceiro interessados, visando à cocriação de soluções inteligentes e inovadoras, num processo de desenvolvimento territorial sustentável multisetorial, multidimensional e multiescalar, nos bairros periféricos da Região Urbana do Anhanduizinho e Campo Grande/MS. |
Gabinete da ESAN com informações da FUNDECT.
Fotos: Arquivo pessoal.
Imagens: Internet








